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Arnica do Mato vs. Arnica

A Arnica (Arnica montana), planta rasteira da família Asteraceae que tem origem nas regiões montanhosas da Europa, é tradicionalmente conhecida e utilizada para o tratamento de contusões, escoriações e até para tratamentos pré e pós-operatórios. Largamente utilizada na Homeopatia (“homeo” = semelhante, e “pathos” = doença) e na Fitoterapia (“phytos” = planta, e therapeia” = terapêutica).

Já a Arnica Silvestre, também conhecida como Arnica do Mato ou Arnica Brasileira, apesar de ser semelhante à Arnica montana e de mesma família, é de uma espécie totalmente diferente: Solidago microglossa. Originária da América do Sul,  é muito abundante no Paraná. Assim como a Arnica montana, também é utilizada no tratamento de escoriações, contusões e traumatismos, devido a suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas.

Uma das principais dúvidas em relação a essas espécies é a segurança do uso oral. Na Arnica montana já foi evidenciada a ação hepatotóxica (tóxico para o fígado) quando administrada oralmente em concentrações fitoterápicas (tinturas, extratos ou infusões). Sendo assim, seu uso oral é proibido para tais formulações.  O uso oral na Arnica montana só é permitido em preparações homeopáticas (diluições a partir da D2 ou C1).

Agora a Arnica do Mato (Solidago microglossa), muito utilizada na forma de tintura (extrato hidroalcoólico 1:5), em estudos recentes feitos por BUCCIARELLI 2010 e SMOLAREK 2011 comprovam que doses agudas até 2000 mg/Kg não causam toxicidade. Sendo assim, o seu uso oral, mesmo em altas doses e por curtos períodos de tempo (até 7 dias) é seguro, o qual já havia sido comprovado pelo seu uso tradicional.

Devido à presença de flavonóides (grupo de compostos orgânicos) em ambas as espécies,  as propriedades anti-inflamatórias e analgésicas estão explicadas. No caso da Arnica montana, apresenta diversos flavonóides glicosilados derivados da quercetina e kaempferol. Já a Arnica do Mato (Solidago microglossa), também apresenta derivados de tais flavonóides, mas a Quercitrina é o composto que se apresenta em maior concentração.

A Quercitrina (quercetina-3-rhamnosídica) é o principal responsável na Arnica do Mato pela ação anti-inflamatória, pois tem como mecanismo de ação a diminuição do óxido nítrico, um importante mediador do processo inflamatório.

 

Artigo escrito pelo farmacêutico Robson Cândido Dadalt.

  • Cristóvão Pereira Pereira

    Parabéns ao autor da página, matéria excelente, sobretudo esclarecedora, para muitos leigos que não conseguem diferenciar o homeopático do fitoterápico.

    • http://aservascuram.com.br As Ervas Curam

      Obrigado Cristóvão. Vamos repassar o elogio ao autor do artigo!

  • pierre fro (pfroe)

    ótimo artigo. se você tiver dois produtos um com 2% de arnica Montana Extract e outro com 4% de arnica national solidago microglossa.. qual você ia achar o melhor dos dois?

    • http://aservascuram.com.br As Ervas Curam

      Bom dia Pierre, primeiramente agradecemos o seu contato. Respondendo sua pergunta…

      Atualmente trabalhamos com as duas espécies de Arnica. No caso da Arnica montana que utiliza a dinamização C1, segue os princípios da antroposofia, que seria similar a homeopatia. Se formos comparar com a concentração sugerida por você, a nossa seria bem menor e por isso ela pode ser utilizada oralmente. Já a concentração 2% planta/extrato teria um concentração aproximada de 0,08 mg/ml de lactonas sesquiterpênicas e por esse motivo só poderia ser utilizada externamente devido ao seu potencial hepatotóxico. Tanto que na ANVISA essa concentração só se registra como uso tópico.

      Agora falando da Arnica do Mato (Solidago microglossa) nosso produto é registrado com padronização do marcador Quercitrina de 1,5 mg/ml, que se convertermos em concentração de planta/extrato daria entre 10 e 20 %. Essa concentração é variável devido ser padronizado em marcador, isto é, é ajustado conforme as condições da matéria-prima. A vantagem aqui é que esta espécie nacional não tem potencial hepatotóxica, devido sua composição de substâncias ser bem diferente da composição da Arnica montana, por isso ela pode ser utilizada oralmente sem preocupação. Mas se reduzirmos a concentração para 4 %, a sua atividade também será reduzida.

      Concluindo, talvez a Arnica montana seria melhor para uso externo, pois a Solidago microglossa não estaria na sua concentração ideal a 4 %, mas testes comparativos deveriam ser feitos. Vale ainda observar que a Arnica montana na concentração sugerida não pode ser utilizada oralmente. Além disso, acredito que a Arnica do Mato (Solidago microglossa) em sua concentração ideal como está no nosso produto teria uma melhor atividade e seria a melhor opção tanto para uso oral, quanto para tópico.