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O Princípio Ativo e O Complexo Fitoterápico

Quando falamos em princípio ativo, geralmente pensamos no sal ou na substancia ativa de um medicamento alopático (seja ele de referência, genérico ou similar). Exemplos:

  • Tylenol (ou seus genéricos e similares) o ativo é o Paracetamol (C8H9NO2), uma substancia química bem definida;
  • AAS (ou seus genéricos e similares) o ativo é o Ácido acetilsalicílico (C9H8O4), outra substancia química bem definida.

Mas e agora qual é o princípio ativo ou quem é responsável pela ação de um medicamento fitoterápico?

Esta pergunta não é tão simples de responder, pois dependendo do especialista na área pode lhe responder de formas diferentes. É o complexo da planta? É seu extrato, óleo ou preparação? Ou é um grupo de substancias? Ou ainda uma substancia especifica?

Já para a ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), quando tratamos em relação aos dizeres de rotulagem de uma embalagem, a mesma considera o derivado da droga vegetal como princípio ativo (ou seja, o extrato, óleo ou qualquer preparação da planta medicinal). Mas quando falamos em dose diária e posologia, a ANVISA já considera um grupo de substancias ou uma substancia como princípio ativo. Isto dá nó na cabeça até de médicos e farmacêuticos que não são habituados com fitoterápicos.

Para você que quer saber mais sobre fitoterapia, entenda o seguinte: a ação terapêutica de um fitoterápico não pode ser atribuída somente para uma substancia ou um grupo de substancias. Mas sim para o complexo de substancias presente na planta medicinal. A planta medicinal pode conter centenas ou milhares de compostos e cada um destes compostos pode ter uma participação na ação do medicamento ou até mesmo na diminuição de efeitos colaterais. Por esse motivo, muitos fitoterápicos são produzidos através de extrações hidroalcoólicas, capazes de extrair em melhor e maior quantidade as substancias contidas na planta.

Para fins de controle de qualidade são escolhidos “marcadores” (substancia ou grupo de substancias) na planta que devem ser quantificados, tanto na matéria-prima quanto no produto acabado. Geralmente o marcador escolhido tem correlação com a ação do produto, mas não necessariamente.

Por isso, um extrato mais concentrado de uma planta em relação há um menos concentrado não será necessariamente melhor, pois um extrato mais concentrado pode estar purificado e acaba perdendo a característica do complexo fitoterápico.

Um bom exemplo disso é a Castanha da Índia (Aesculus hippocastanum). Muitos fabricantes tendem a usar o extrato padronizado a 20 % de escina (uma mistura de saponinas), sendo que na planta é encontrado somente em torno de 4%. Poucas empresas optam por um extrato menos concentrado e não parcialmente purificado. Veja abaixo:

 

  • Extrato mais concentrado: Capsulas com 100 mg de extrato a 20 % de escina, ou seja, equivalente a 20 mg de escina.
  • Extrato não purificado: Capsulas com 500 mg de extrato a 4 % de escina, ou seja, equivalente a 20 mg de escina.

 

Podemos verificar que nos dois casos a quantidade de escina (marcador) é a mesma e teriam uma mesma posologia, mesmo que as quantidades em mg de extrato sejam bem diferentes. Só que a formulação menos concentrada prioriza o complexo fitoterápico, pois não podemos atribuir totalmente a ação da Castanha da Índia sobre insuficiência venosa ao marcador escina.

Portanto, um extrato com melhor atividade e menor incidência de efeitos colaterais, não é necessariamente o em maior concentração, mas sim o qual representa melhor o complexo fitoterápico da planta medicinal.